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O cotidiano das crianças na Cidade Alta é o tema da coleção de moda do núcleo da Ação Comunitária, que participa do Fashion Business. A brincadeira de costura era a preferida da menina Assunção no interior do Maranhão. Sabendo da predileção de sua filha, o pequeno agricultor Manoel João, chocou a pequena cidade de São Vicente Ferrer ao trocar uma vaca por uma máquina de costura.
As peças elaboradas a partir das lembranças de infância das artesãs é o resgate de um tempo. "Foi uma infância difícil, muitas vezes não podia brincar para ajudar meus pais na lavoura. A infância era trabalho!" lembra Assunção. Dos simples figurinos para as bonecas, Assunção passava à costureira. Seu primeiro vestido demorou duas semanas para ficar pronto. "Hoje eu faço dois por dia", conta rindo.
No Rio de Janeiro fez um cursinho de costura, o que facilitou para confeccionar peças. Assunção gosta de trabalhar com patchwork, técnica de bordado e estilo. Seu desejo era trabalhar fora e por isso fez o curso de costura industrial na ACB/RJ. E, quando achou que estava pronta para procurar emprego, já estava trabalhando no núcleo de moda de Cidade Alta. "O grupo cresce em qualidade a cada participação no Fashion Rio", comenta.
Mesmo não tendo morado na Cidade Alta quando criança, ela criou peças através dos comentários das amigas. Entre elas a de colocar o papel celofane em frete a TV. "As TVs eram preto e branco e com o papel na frente da tela ficava tudo colorido, de uma só cor". Assunção conta que brincava de pipas, pião e a fuga das abelhas. "A gente subia nas árvores para pegar manga e mexíamos nas colméias, fuga das abelhas era correr das picadas delas".
Outros casos de sucesso:
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Ronaldo Vicente Pereira
Leonardo Barbosa Santos (Magrão)
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